
Um dos lugares mais bonitos de Minas Gerais, a Serra do Cipó, localizada a cerca de 100 quilômetros de Belo Horizonte, logo depois de Lagoa Santa, reserva tudo o que amantes da natureza, gastronomia, esportes e sossego procuram: cachoeiras, grutas e trilhas, na divisa dos biomas cerrado e mata atlântica, ambos ameaçados. Inserida na Estrada Real e no Circuito do Diamante, parte da serra está protegida no perímetro do Parque Nacional da Serra do Cipó.
O parque está na Serra do Espinhaço, na região central de Minas, e tem área de 33.800 hectares. Cobre terras das cidades de Jaboticatubas, Santana do Riacho, Morro do Pilar e Itambé do Mato Dentro. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) administra, desde 2007, o local. Mesma época em que licenciamento, fiscalização e controle ambientais passaram a ser responsabilidade do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Com cerca de 1.600 espécies de plantas, a reserva é vista como um santuário da flora brasileira, sobretudo, bromélias e orquídeas. Seriemas, tucanos e maritacas são vistos com facilidade, enquanto o lobo-guará, o tamanduá-bandeira e a onça-pintada são animais ameaçados de extinção, mas estão abrigados e protegidos na região.

Com o parque e a pavimentação da MG-10, a Serra do Cipó vem se transformando e, hoje em dia, conta com estabelecimentos comerciais e mais de 50 opções de hospedagem e áreas de camping. A região, no entanto, ainda não tem posto de gasolina, oficina mecânica, rodoviária ou caixa eletrônico. Por isso, programar bem a viagem é essencial.
Muitos visitantes são atraídos pelo misticismo. Pessoas relataram ter visto discos voadores e acreditam que a Serra do Cipó seja uma terra de cristais. Mas a água cristalina e a beleza das paisagens são os principais atrativos. Por lá, a circulação é feita principalmente a pé, podendo algumas trilhas serem feitas de bike ou a cavalo.
Para os esportistas, o rapel é prática comum na Cachoeira das Congonhas, com 20 metros de altura. Até lá, são cerca de sete horas de passeio — cinco quilômetros de caminhada. Próximo à cachoeira está o Cânion das Bandeirinhas, que brinda o visitante com poços cercados por pedras, para se banhar. Para aproveitar melhor os atrativos da Serra do Cipó, a melhor época é entre maio e setembro, estação de seca, diferentemente do período entre dezembro e março, quando as chuvas de fim de ano aumentam o volume dos rios e cachoeiras.

A entrada oficial para a Cachoeira Grande é no Parque Zareia. O caminho, com cerca de 55 metros e quedas de nove metros, é repleto de placas indicando outros locais para se conhecer, como quedinhas e poços menores. A boa notícia é que, para chegar lá, a trilha é leve e de calçamento, facilitando a entrada de todas as pessoas, de crianças a idosos. Alguns trechos apenas têm escadas de pedra ou em mata semiaberta. O valor de entrada no Parque Zareia é de R$ 30. Nos feriados, a cachoeira fica lotada. O parque não oferece alimentação, área de camping ou entrada de veículos. Há um estacionamento na entrada. Pela proximidade entre as cachoeiras, o ideal é seguir a pé.
Juquinha

O calendário de eventos por ali também é bem diverso. Entre maio e junho, ocorre o Festival de Artes e Vinhos da Serra do Cipó, levando para o distrito de Ipoema e outros, e também as cidades de Jaboticatubas e Conceição do Mato Dentro. Restaurantes, hotéis e pousadas da região elaboram cardápios especiais.
Onde ficar
» Hospedaria Estrada Real
Preços sob consulta. Reservas pelos telefones: (31) 3718-7014 e (31) 98856-4727
» Pousada Chão da Serra
Preços sob consulta. Reservas pelo telefone (31) 3718-7040
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