

O estudo aponta que em 2006, as mulheres ocupavam 11% das cadeiras de comando, e em 2014, esse número foi para 15%. Chamado de Índice do Teto de Vidro, esse indicador aponta aumento, ainda que tímido da igualdade de gênero no mercado de trabalho. Por outro lado, mostra que muitas empresas sabem que "pega mal" não ter nenhuma mulher na chefia, e portanto, chamam pelo menos uma, como espécie de "cota". Uma a cada 25 dessas empresas tem uma mulher no mais alto cargo de chefia.
Desigualdade
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2013 mostrou que, no Brasil, mulheres recebem cerca de 26,5% a menos que homens na mesma posição. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), enquanto o salário médio da brasileira é de R$ 1.075,52, o do brasileiro é de 1.247,98.
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No último mês, o deputado Jair Bolsonaro (PP/RJ) se pronunciou contra salários iguais para homens e mulheres na mesma função. Enquanto a atriz Patricia Arquette foi aplaudida por clamar por igualdade em discurso na cerimônia do Oscar, o deputado afirmou que o empresariado se prejudica ao contratar mulheres (devido à licença-maternidade), e por isso, elas merecem receber menos.