Dias depois, o diretor-geral Luiz Antônio Santini voltou atrás e disse que a nota havia sido mal interpretada. Ontem, 6, no entanto, o epidemiologista Arn Migowski, da Divisão de Detecção Precoce e Apoio à Organização de Rede do Inca, manteve a posição da nota técnica de 2008 e afirmou que os homens assintomáticos não têm motivos para fazer os exames, pois há “possíveis riscos e danos”. “Estudos internacionais demonstram que pode haver um número alto de falsos positivo, de resultados que não se confirmam. Fora os riscos do tratamento, que incluem disfunção erétil e incontinência”, diz.
O câncer de próstata é o segundo mais comum em homens. O Inca estima 60.180 novos casos só em 2013. Em 2011, 13.129 homens morreram da doença.