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Estudos epidemiológicos
Os cânceres que mais matam as mulheres mineiras são o de mama, em primeiríssimo lugar, depois pulmão, cólon e reto e estômago e, por último, colo de útero – sendo que todos tiveram aumento significativo nas últimas décadas. O problema faz os especialistas acreditarem que o câncer de mama ainda é uma doença sem controle. De acordo com Sérgio Martins Bicalho, análises feitas pela Secretaria de Estado de Saúde em 13 macrorregiões de Minas revelaram a assustadora taxa de mortalidade da doença. “A partir desse estudo foi possível perceber que a taxa de mortalidade é maior nas regiões mais desenvolvidas”, revela. O fenômeno, ele diz, tem a ver com hábitos de vida. Sedentarismo, alimentação ruim – grande parte hipercalórica –, e sobrepeso são hipóteses consideradas. Em outro aspecto, o estudo mostrou que o câncer de mama atinge todas as classes sociais e todas as faixas etárias, embora quanto mais avançada a idade da mulher, maior a chance de ela ter câncer de mama. “A doença é mais prevalente em mulheres acima de 40 anos., sendo que entre 40 e 49 anos ocorre um pico de incidência”, ressalta. Para agravar ainda mais o quadro, o câncer de mama ainda é diagnosticado tardiamente.

Daí o desafio do programa; vencer o inimigo silencioso. A saída, nesse sentido, está na mamografia, ou a realização dela, ponto fundamental do programa mineiro de saúde pública. Segundo o coordenador do serviço, o exame clínico é importante, mas a mamografia é fundamental e indispensável. “Nossa meta é atingir 100% da população feminina entre 45 e 69 anos em dois anos, com uma cobertura de 50% por ano. As mulheres de alto risco, que são aquelas que têm parentes de primeiro grau com histórico de câncer de mama, devem iniciar o rastreamento aos 35 anos”, alerta. A faixa etária que mais realiza o exame de mamografia é entre 40 e 49 anos. E a que menos realiza são justamente as mulheres mais velhas, cuja chance de ter o câncer é muito mais alta.
O grande problema em Minas é o expressivo número de microrregiões que não possuem mamógrafo. O equipamento se concentra nas regiões mais desenvolvidas, principalmente no Centro e Sul do estado, havendo um vazio nas regiões Nordeste, Noroeste e Vale do Jequitinhonha. Outro desafio são os mamógrafos existentes, que não funcionam, como deveriam, na capacidade plena. “Se um mamógrafo deve fazer no mínino oito mil mamografias por ano, temos 78% dos mamógrafos que prestam serviço à população pelo SUS fazendo menos que 3,6 mil; apenas 5% fazem acima de 7,2 mil exames”, critica.