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O repertório é composto de clássicos do cancioneiro brasileiro – Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Chico Buarque e Caetano Veloso –, mas também revelações da MPB, sobretudo mineiros – Aline Calixto, Carla Gomes, Selma Carvalho, Thiago Delegado, Itamar Brant e outros. “Também abro espaço para a música instrumental. Só não toco batidão e esse novo sertanejo”, informa.
O radialista faz um mosaico sonoro na apresentação do programa, usando termos em inglês, português e sueco. A comunidade brasileira conta com 7 mil pessoas no país escandinavo. Por considerar ser um número relativamente pequeno, Joca optou por fazer programa para os brasileiros e também para os suecos. “É uma das emissoras com maior audiência em Estocolmo, cerca de 100 mil ouvintes. É muito, tendo em vista que a população do país é de 9,9 milhões de habitantes. Temos uma audiência boa tanto na Suécia como em outros países”, afirma ele, que, às vezes, faz intervenções sobre as músicas. “Começo a falar e não paro por nada, nem para assoviar.”
Neste mês, Joca Neto está em Belo Horizonte, mas mantém o programa no ar. Ele grava em estúdio no Barro Preto e envia os programas para a emissora. O radialista lembra que, desde a Copa de 1958, realizada na Suécia, em que o Brasil foi campeão, os nórdicos olham com atenção para a cultura brasileira e gostam muito da música produzida nos trópicos. Sua carreira já deu muitas voltas. Foi como jogador de basquete que chegou à Suécia, atuando em equipes profissionais por lá. Na música, trabalhou com a banda carioca Blitz, produziu show de Elza Soares e começou em rádio na Inconfidência (FM 100.9) a convite do diretor da emissora Geraldo Ferreira, o Geraldão. “Muita gente começou naquela época a convite dele.” Joca Neto se mudou para Estocolmo já com planos de fazer um programa de rádio. Começou em uma emissora latino-americana e depois se transferiu para a MRS.