

Hoje, aos 50 anos, ele confessa que a vida é muito mais fácil “quando você não trabalha bêbado e não faz festa por dois dias seguidos”. Talvez como agradecimento, seu novo disco homenageia o País. Bem Brasil é dividido em dois álbuns.
Clássicos da MPB como O Cavaleiro e os Moinhos, de Elis Regina, ou Toda Menina Baiana, de Gilberto Gil, ou Taj Mahal, de Jorge Ben Jor, estão no álbum mixados por Fatboy e seus colegas. Para mostrar a sua paixão, ele refez um de seus grandes sucessos: Weapon of Choice, em uma versão Olodum.
Em entrevista em Londres, antes de seguir para o Brasil, onde fará uma série de shows, ele confessa que se sente mais famoso no País do que na Inglaterra e concorda com as manifestações contra a Copa, “se não houver violência”.
Quanto a música-tema da Copa no Brasil apresentada por Jennifer Lopez e Pitbull, além de Cláudia Leitte. Ele disse achar que "essa música é algo corporativo, que nada tem a ver com o Brasil. Encorajo os brasileiros a desligar a TV durante os intervalos dos jogos e ouvir a música nacional. Não quero atacar a Fifa. Eu também sou gringo, como eles, mas acho que o Brasil merece algo melhor".
Quanto as manifestações ocorridas no País, o DJ aponta que os trabalhadores da área de transporte, professores e outros têm um bom argumento. "E esse é o melhor momento para demonstrar a insatisfação. Contanto que seja sem violência, não sou contra. É bom os estrangeiros verem as disparidades do Brasil."
O DJ disse também ser mais famoso no Brasil do que na Inglaterra. "Sou mais reconhecido no Brasil. Mas é bom poder andar nas ruas na Inglaterra e não ser incomodado. No Brasil, é mais difícil. O problema é que não falo português", concluiu."
Fatboy Slim faz cinco shows no Brasil durante a Copa do Mundo. As apresentações serão em São Paulo (dois shows), Florianópolis, Brasília e Belo Horizonte. Na capital o DJ se apresenta no festival BH Dance Fest, nesta quinta-feira. No site oficial do músico uma pequena gafe: o show de BH está sendo divulgado como se fosse ocorrer no Mato Grosso.