

Veja os horários de exibição do filme nos cinemas de BH, Contagem e Betim
A primeira versão de Não se aceitam devoluções é de 2014 e foi estrelada pelo mexicano Eugenio Derbez, que também assina o roteiro. O longa estourou nas bilheterias nos Estados Unidos e no México, onde vendeu quase 20 milhões de ingressos. A segunda versão, Uma família de dois, de 2017, teve como estrela Omar Sy, o ator francês famoso por seu papel em Os intocáveis.
Para a adaptação brasileira foi escalado como protagonista Leandro Hassum, um astro do humor que expandiu seu sucesso no teatro e na TV para o cinema em títulos como Até que a sorte nos separe. O roteiro é assinado por Ana Maria e Patricia Moretzsohn, nomes também conhecidos na TV. A direção é de André Moraes (Entrando numa roubada).
O grande problema do filme é justamente o fato de ser um remake. É difícil achar graça mais uma vez na cena em que a mãe da criança bate à porta da casa de Juca Valente, entrega o presente de grego e, de quebra, ainda pede dinheiro para o táxi. A cena do pai desastrado que faz uma bagunça com talco é previsível e bobinha.
Nessa terceira versão da história a trama se passa entre o Guarujá, litoral paulista, e Los Angeles, na Costa Leste dos Estados Unidos. Em busca do paradeiro de Brenda (Laura Ramos), Juca segue para a terra do cinema com o bebê. Sem nenhuma noção dos cuidados que se deve ter com uma criança, deixa a filha sozinha no playground, perto da piscina. É aí que ocorre uma cena tosca. O bebê sai caminhando rumo à piscina. Juca, lá do alto, percebe o perigo iminente e pula para salvá-la. Feita sem capricho, a sequência não convence. Ruim para o público, que continua bocejando; melhor para o personagem de Hassum, que, pelo ato heroico, é contratado pelo produtor Bob Gomez (Jarbas Homem de Mello) como dublê em Hollywood.
Daí em diante, tudo fica ainda mais previsível, mesmo para um remake. O público só não deve se esquecer de um detalhe: as bilheterias do cinema também não aceitam devoluções.