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O longa-metragem teve, na noite de ontem, a primeira exibição pública no mundo (em seis salas lotadas de um shopping paulista). Santoro, aqui fazendo o papel que acredita ser ''transformador'' em sua vida, está na capital paulista divulgando o filme. O ator fluminense está fazendo uma batelada de entrevistas junto ao protagonista do longa, o britânico Jack Huston (neto do cineasta John Huston e sobrinho da atriz Anjelica Huston).
O foco da narrativa é uma história de vingança e redenção de dois irmãos – o nobre Judah Ben-Hur, traído e tornado escravo graças a Messala (Toby Kebbell), um oficial do exército romano. Mas a participação de Santoro – pequena, mas determinante – tem um peso grande, ainda mais no Brasil, o maior país católico do mundo.
''Foi um momento absolutamente inesquecível'', começou ele, pouco antes de interromper a fala ao recordar a filmagem, ocorrida numa Quarta-Feira de Cinzas na cidade italiana de Matera. Na noite anterior havia nevado, e Santoro, em meio ao frio, passou seis horas tendo o corpo maquiado para a cena.
''A cena foi fortíssima. Nunca vou me esquecer. Pedi para o diretor fazer um take longo, para cortar uma só vez. Eu via a cidade inteira ao fundo, havia duas gruas. Fui fazendo mas não me lembro como aconteceu. A sensação de estar pregado numa cruz é indescritível, e ter que externar o sentimento do mundo, mais ainda. Li muito sobre Jesus, minha cabeça começou a dar um nó, e dois dias antes que não sabia como fazer. Uma produtora me disse: ‘não adianta entender, você tem que sentir’.''
Visivelmente mais zen – falou vários vezes sobre a prática do ioga e da meditação – Santoro afirmou que não dá comparar Jesus Cristo com outros personagens que já interpretou no cinema. ''A experiência me trouxe a certeza de que tenho que trabalhar muito, preciso ir além das palavras e ir para a prática. Todos os dias tenho me concentrado em trabalhar meus defeitos. E esse trabalho reescreveu coisas na minha vida''.
Confira o trailer de Ben-Hur:
*A repórter viajou a convite da Paramount