

Seria de alta categoria não fossem algumas opções piegas no roteiro e planos não menos banais para contar a história. Em 'O juiz', Robert Downey Jr. é o advogado Hank Palmer. Profissional confiante, bem-sucedido e radicado em Nova York, é obrigado a voltar à cidade natal depois da morte da mãe. É o momento em que precisa se reencontrar com o pai, Joseph Palmer (Robert Duvall ), juiz do pequeno município, com quem tem relação bastante tensa.
Embora reuna todas as tensões convencionais dos filmes de tribunal, 'O juiz' é mais interessante quando fala das íntimas e afetivas leis familiares do que propriamente das leis da sociedade. Talvez por isso, a interpretação dos atores chame tanto a atenção. É nos momentos em que pai e filhos (os outros irmãos são interpretados por Vincent D'Onofrio e Jeremy Strong) se enfrentam que surgem as passagens mais marcantes do longa.
O problema de 'O juiz' é que, além de ser um filme de tribunal, sobre densos dramas familiares, o longa ainda quer espaço para romance. Não precisava de nada mais na trama que já se alonga durante 141 minutos. Fica forçada a tentativa de recuperar o caso de adolescência. Como a trama não depende (nada) disso para se desenvolver, torna-se alegórico e desnecessário.
Assists ao trailer do filme: