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Estradeiro
Comédia dramática em clima de road movie, 'Rincón de Darwin' reúne três homens de gerações, personalidades e estilos de vida completamente distintos. Na trama, Gastón (Jorge Temponi) recebe de herança uma casa que havia sido visitada por Charles Darwin em 1833 e que ali teria feito pesquisas que o ajudaram a desenvolver a teoria da evolução. Para avaliar o local, ele convoca o escrivão Américo (Frasca), que anda deprimido com o envelhecimento e o casamento iminente da única filha. Por obra do acaso, os dois viajam na velha caminhonete de Beto (Jorge Esmoris), um faz-tudo de passado nebuloso. Nada sairá como o planejado e, por meio de diálogos impecáveis, a narrativa vai ganhando ritmo.
“Há mais uma categoria dentro do minimalismo melancólico”, disse Fernández Pujol. “Meu filme não tem um final tão aberto. Os personagens têm seus conflitos interiores, mas são capazes de ser felizes. O que estamos querendo é dizer quem somos através de diversos filmes. Há uma identidade cultural que nos une”, continua Pujol. O trio de protagonistas consegue espelhar essas nuances. “Se tivessem com quem escolher, eles não fariam essa viagem juntos. E muitas vezes começamos a conviver com uma pessoa, que não tem nada a ver com a gente, e depois nos damos conta de que não somos tão diferentes assim. Não precisamos (assim como os personagens) ser amigos, mas entender o outro já é o bastante”, argumenta o diretor.
Concomitantemente ao percurso na caminhonete, há uma narração, em inglês, das observações de Darwin, que age como um quarto personagem. “Eles estão fazendo o mesmo caminho que um aristocrata europeu fez 180 anos antes. Para ele, éramos selvagens”, afirma o diretor. Esse discurso paralelo acaba complementando a intenção de Fernández Pujol com a história, pois reafirma a ideia de diferença versus tolerância.
A repórter viajou a convite da organização do Cine Ceará