
Leite já conquistou uma série de premiações em concursos nacionais e internacionais de cartoon e desenho de humor. Entre outros, recebeu prêmios em Portugal, Itália e até no Salão Nacional de Humor da Síria.
Ele “desembarcou” na China em 2010, como jurado de um concurso internacional de desenho de humor e animação. Desde então, vem sendo convidado para as edições seguintes do salão de humor, promovido anualmente.
O artista mineiro lembra que o júri do evento chinês é formado por cartunistas de várias partes do mundo. Ele é o único representante brasileiro.
Márcio Leite conta que no ano passado os organizadores do evento chinês solicitaram a ele que fizesse um desenho de Libo. “Eles pediram que eu retratasse a cidade a partir do meu olhar. Fiz um desenho como se fosse uma colcha de retalhos, mostrando a cidade, o seu o povo e seus costumes, em uma linha hipercolorida, trabalhando a linguagem pop art, com cores fortes, as cores primárias”, afirma o cartunista.
Leite conta que ao retornar a Libo para o novo concurso, em julho, foi surpreendido com um enorme painel com o seu traço reproduzido em uma das principais entradas da cidade turística. O painel tem cerca de oito metros de altura e 30 metros de extensão.
“Me senti muito satisfeito ao perceber que o reconhecimento do meu trabalho do outro lado do mundo”, afirma o Leite. Ele chama atenção para o fato de “entrar” em um país fechado, que impõe restrições do uso das tecnologias modernas de comunicação, dificultando o contato com outras culturas. “Isso mostra que a arte supera barreiras, que a linguagem mundial nos abre muitas possibilidades”, comenta o artista.
Leite ressalta também a importância do cartoon como arte e como mecanismo de manifestação de ideias ou mesmo como forma de denúncia. “O meu traço é simples, mas sempre aliado a uma ideia bem elaborada. Muitas vezes, mais do que o próprio humor, busco uma reflexão”, diz o cartunista. Com 41 anos, ele começou a desenhar aos 16.